terça-feira, 22 de maio de 2012

É fato? Ou é ilusão?


"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente (e na minha vida) não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos." (René Descartes)

Ilusão e fato....onde começa um e termina outro? No fato, por ser fato, a ilusão desaparece? Talvez... Não necessariamente. Que necessidade é esta de algumas pessoas brigarem tanto com a ilusão?? Chega a ser um ato de insanidade esta briga. Matar a ilusão é matar a si mesmo. Quem é que consegue viver puramente o fato, o real?  Quem se propõe a isso adoece. A ilusão engana, mas também aquece. Derrama, mas também constrói. Necessário se faz, tê-la no tamanho que te mantém na sanidade. Nem muitos fatos, nem muitos sonhos...somente o necessário para me manter vivo , pleno, forte, e com motivos... pra rir e pra chorar. Não quero somente rir, pois  chorar me engrandece, “lava a alma”, descongestiona o coração. Rir também.. por isso quero os dois... quero tudo ! Quero ir do mal ao bem, do sorriso a careta, do afago ao grito, principalmente se for preciso. Quero (re)significar tudo que há em mim, nada a descartar... tudo a transformar!!!! E assim poder a cada dia estar melhor, mais completa, mais livre, mais inteira. Cheia de fatos... mas também cheia de sonhos... e quando isso tudo puder caminhar junto, estourarei de prazer ...e quando um ou outro sobressair, entenderei. Um dia de cada vez... mas sempre na maior intensidade!!

Abraços,
Luciene

terça-feira, 8 de maio de 2012

A vida numa almofada


Em que a vida se parece com almofadas?? Nem sei porque mas isso me veio no pensamento. Num destes momentos em que a gente fica solta em devaneios...longe da realidade... livre de qualquer amarra. Foi num destes momentos que me perguntei isso. E resolvi compartilhar... Vida e almofada tem tudo a ver. Começando pela almofada, e sei que existem vários tipos, mas  peço que imagine uma... gostosa, macia, aconchegante, nem sempre necessariamente linda... mas inquestionavelmente aconchegante. De tão acolhedora, muitas vezes queremos passar horas seguidas debruçadas nela. Porém, o corpo com o passar do tempo sinaliza que é hora de desgrudar, levantar, mudar de posição... aquilo que no início e por um longo tempo foi deliciosamente relaxante, agora traz incômodo. Por isso almofada tem tudo a ver com a vida... muitas vezes encontramos a posição certa, e nos entregamos a ela. Passamos anos, meses, dias,  e de repente a mente sinaliza que é hora de mudar. Tudo começa com um pequeno sinal do corpo... e insistentes que somos, por muitas vezes giramos o corpo numa tentativa ingênua de driblar o incômodo e permanecer encostado. Mas a vida é esperta...e nos cobra levantar. Lindo isso! A vida se fazendo viva! Numa música muito especial, da conhecida banda Paralamas do Sucesso, eles dizem que ...”meu erro foi crer que estar a seu lado bastaria”. Nem da almofada e nem de um outro alguém... nada basta. Por mais que se satisfaça com algo, o homem, sujeito, sempre se depara com a falta, com o desejo, com a vontade de algo mais. É o movimento da vida... sempre em busca. Portanto , não se desespere, a falta não  é somente sua... é da humanidade, é de todos. Creia sempre que tudo pode mudar ( agora ao contrário do que prega a referida música) , que tudo pode ser diferente. Não se contente... queira mais, dê mais, peça mais, deseje mais, busque mais. Crie e recrie quantas vezes precisar ou desejar... e acredite sempre, pois  talvez,  essa seja a marca da diferença, entre a saúde e a doença ...
 Beijos
Luciene

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Há vida na vida!








Eu posso me permitir sofrer, mas não posso me permitir morrer. Me reporta à morte, a sensação de impotência diante da vida.  Não. Isso eu não posso permitir. Acumular fatos, dores, sensações, pessoas, sentimentos, angústias e outros lixos mais da vida, e de repente ver que eles te engoliram num circulante furacão do medo. E ai se ver longe da vida...não exatamente morto, mas pior do que isso ; vivo e longe da vida. Nessa hora muitos “adeus” se fazem necessários. É a hora. Voltar para a roda viva da vida. Viver, sofrer, sorrir, amar, desejar, frustrar...
Já tive épocas de entender o adeus como fim... e desta maneira, posso dizer que o adeus é a coisa mais doída que existe. Traduzir num adeus toda a impossibilidade de existência, de continuidade, de vida. Mas  a negação do adeus também te coloca num estado vegetativo. É preciso dizer. E a vida, encantadoramente sábia como é,  nos oferece durante o caminhar, inúmeras possibilidades de reconstruir a dor do adeus. E são tantas as reconstruções que um dia o adeus deixa de ser dor. De maneira lenta, inebriante, sutil, e profunda, de repente você olha pro adeus e não o vê como dor. Sei lá porquê, ele toma forma de promessa, de recomeço, de novas possibilidades. Dizer adeus é dar chance ao recomeço, diz uma  escritora. Revitaliza a alma este entendimento... e se um dia, dizer adeus foi dor, hoje é amor...amor principalmente por mim mesma. Dizer adeus a tudo que não quero mais, a tudo que me fere, que me maltrata. Seja comentários, seja ingratidão, seja falsidades, seja velhas verdades. Dizer adeus me liberta, e é assim que quero viver...livre! mudar , nascer, e entender a famosa frase “a cada dia basta o s eu mal”. Quero também pensar “ a cada dia o seu bem”, pois é assim que é. E no viver, saber se deparar com o bem e com o mal, sem promessas ou intenção de amontoá-los na vida. Quero me ver livre do que me faz mal... mas quero me ver livre da preguiça de dizer adeus mesmo ao bem. Porque se é bem vai renascer novamente, no outro dia, com formato e energia nova. Então quero o meu bem renascido, diariamente...pronto para compor o rol de fatos da minha história. E a cada dia concluir, fechar ciclos, numa proposta de amanhecer a cada dia, certa de que, o que ontem me feriu, ficou no ontem, e somente permitirei que renasça,  aquilo que foi bom e  que poderá me fazer melhor.
 Abraço vivo , forte e renascido ,
Luciene