sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

E isso é sabedoria...


A Arte da Sabedoria...

"Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no mundo
pode competir com ele."

Lao Tsé - Tao Te Ching

Beijos
Luciene

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

...Acreditar que a maturidade não é acertar sempre, chorar pouco, se decepcionar quase nada. Muito ao contrário disso, maturidade é quando conseguimos lidar com todas as turbulências da vida sem perder de nós mesmos e do nosso ideal...


O que o silêncio nos diz, é algo do campo do mais precioso, e talvez por isso seja do que as pessoas mais fogem!
Já parou pra pensar o que o silêncio significa na sua vida?? Buscamos sentido pra tudo, mas pouco paramos pra pensar no silêncio. Muitos pensam nele como o vazio, a solidão, o abandono e etc.  Mas na verdade o silêncio tem muito a nos dizer. Alguém uma vez disse que o silêncio é a voz da alma. E de forma mais poética podemos dizer que quando os lábios repousam, o coração começa a falar. É tão lindo pensar nisso! O silêncio nos propicia o encontro com nossa intimidade; nos remete a verdades não ditas e muitas vezes nem sequer vistas. Talvez seja esse o motivo pelo qual o silêncio é tão conflitante... ele nos diz coisas que não queremos  ouvir. Coisas doídas que nos machucam, nos ferem, nos colocam diante de frustrações, decepções, enfim coisas amargas. Por quanto tempo uma pessoa consegue negar o silêncio e suas verdades? Penso que não por muito. Há pessoas que lutam tanto para fugir do silêncio que se tornam barulhentas. São excessivamente eufóricas, agitadas, numa busca incessante de não se ouvir e não se ver. Richard Simonetti, um autor espírita, conta uma estória que ele denomina “ a carroça vazia”. Diz que um certo dia, um pai estava com sua filha debaixo de uma árvore, falando sobre a vida, quando de repente ouviram um barulho. Conversando sobre qual barulho seria aquele, o pai diz a filha que era um barulho de carroça. Indo mais além, o pai diz que é de carroça e especificamente de carroça vazia. A filha fica surpresa com sua colocação e o questiona sobre como pode ele saber que se trata de uma carroça e ainda mais vazia? Ele tranquilamente responde que uma carroça quando está cheia, passa pelo caminho de forma mais serena e sem tanto alarde. Ao contrário disso, quando está vazia, sacode demasiadamente pelo trajeto, provocando excessivo barulho. Finaliza dizendo que seres humanos são  como carroças, quando estão vazios passam pela vida de forma turbulenta, agitada e barulhenta. 
A partir desta estória, sempre tento avaliar como está sendo meu caminhar. E descobri que é imprescindível que todos nós façamos isso cotidianamente. Sensibilizar para perceber qual barulho estamos ecoando com o nosso caminhar; barulho de quem está  preenchido, ou barulho de quem está vazio? E engana-se quem pensa poder estar preenchido com coisas ou pessoas. O verdadeiro preenchimento se dá quando nos preenchemos de nós mesmos. Nos perceber, nos conhecer, lidar com nossos sentimentos, com nossas escolhas. Acreditar que a maturidade não é acertar sempre, chorar pouco, se decepcionar quase nada. Muito ao contrário disso, maturidade é quando conseguimos lidar com todas as turbulências da vida sem perder de nós mesmos e do nosso ideal. E tudo isso é possível a partir do silêncio...este desafiante momento onde nos deparamos com nossas dores, mas também onde damos novo rumo à nossa história. Sartre, filósofo, nos brinda, dizendo que “ um homem não é outra coisa, senão o que faz de si mesmo.” Não faça de seu silêncio um mostro, e nem de suas dores um flagelo.  Façamos nós, de nosso íntimo, a nossa força. Silenciemos antes de tudo para ouvir o que nosso coração está a tempos querendo dizer e que por algum motivo não conseguimos ouvir. Desta maneira estaremos devidamente preenchidos, dotados de uma força suprema , somente encontrada nas pessoas que se encontraram! 
Abraços...
Luciene

domingo, 12 de fevereiro de 2012

"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose..." Rubem Alves


E assim chega o tempo de mudanças...
Sem avisar...
Sem preparar...
Simplesmente chega!
E você se vê diante de um momento impossível de ignorar; aquele momento em que você não tem mais como negar. Geralmente, este é um momento de dor; abandonar coisas, mesmo que não sejam coisas tão boas é difícil, pois tudo que vivemos, independente de ser bom, se torna parte de nós. Mas mudar faz parte...parte da vida! Temos que nascer e renascer muitas vezes numa só existência. Ter habilidade, percepção e aceitação pra isso é que é o desafio. Confrontamos com o medo, a insegurança, o vazio da perda e inúmeros outros sentimentos muito íntimos. Se recusamos o momento da metamorfose, temos então uma luta pesada. Até mesmo porque, quando chega o momento, nada o detém. Querendo ou não estaremos diante dela. Por isso, devemos entender a beleza do momento. “Metamorfosear”...   é  permitir que novas cores sejam reveladas, que novo encanto nos encante. É entender que nem sempre a segurança do casulo, daquilo que já está pronto e no qual estamos totalmente adaptados, é o melhor que podemos ser ou ter.  Sair do casulo, é se dar a chance de experimentar o novo, de lidar com a vida! Novo momento, com novo olhar e com novo lugar! Podemos e devemos experimentar. Mudança nem sempre significa perda... mudança é inicialmente somente mudança. Tudo muda...pessoas, lugares, pensamentos. O próprio mundo segue na trilha da evolução exatamente como as almas que nele habitam. A evolução e a necessidade dela, é de ordem natural da vida! Não temos como escapar; o máximo que conseguimos é adiar; e quando adiamos muito, ela  vem,  a vida, com sua sabedoria e nos coloca em movimento.  Sabedoria talvez seja, se encantar pelo movimento, pelo nascimento ou pelo renascimento constante ao qual somos convidados continuadamente ! Coragem talvez seja a capacidade de se embrenhar nesta viagem; alegria talvez seja o estar em sintonia com o momento; fé talvez seja entender o grande processo. E assim copiar a borboleta...sempre enfrentando a dor da metamorfose para encontrar a beleza da vida fora do casulo. Sejamos nós, pessoas corajosas, capazes de diagnosticar quais são nossos casulos, em que momento devemos rompê-lo e mais...que possamos brindar com saudade o tempo passado e com esperança o tempo presente, sempre entendendo que a soma de tudo é o que podemos chamar de nosso!!!!!
Abraços,
Luciene