domingo, 12 de fevereiro de 2012

"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose..." Rubem Alves


E assim chega o tempo de mudanças...
Sem avisar...
Sem preparar...
Simplesmente chega!
E você se vê diante de um momento impossível de ignorar; aquele momento em que você não tem mais como negar. Geralmente, este é um momento de dor; abandonar coisas, mesmo que não sejam coisas tão boas é difícil, pois tudo que vivemos, independente de ser bom, se torna parte de nós. Mas mudar faz parte...parte da vida! Temos que nascer e renascer muitas vezes numa só existência. Ter habilidade, percepção e aceitação pra isso é que é o desafio. Confrontamos com o medo, a insegurança, o vazio da perda e inúmeros outros sentimentos muito íntimos. Se recusamos o momento da metamorfose, temos então uma luta pesada. Até mesmo porque, quando chega o momento, nada o detém. Querendo ou não estaremos diante dela. Por isso, devemos entender a beleza do momento. “Metamorfosear”...   é  permitir que novas cores sejam reveladas, que novo encanto nos encante. É entender que nem sempre a segurança do casulo, daquilo que já está pronto e no qual estamos totalmente adaptados, é o melhor que podemos ser ou ter.  Sair do casulo, é se dar a chance de experimentar o novo, de lidar com a vida! Novo momento, com novo olhar e com novo lugar! Podemos e devemos experimentar. Mudança nem sempre significa perda... mudança é inicialmente somente mudança. Tudo muda...pessoas, lugares, pensamentos. O próprio mundo segue na trilha da evolução exatamente como as almas que nele habitam. A evolução e a necessidade dela, é de ordem natural da vida! Não temos como escapar; o máximo que conseguimos é adiar; e quando adiamos muito, ela  vem,  a vida, com sua sabedoria e nos coloca em movimento.  Sabedoria talvez seja, se encantar pelo movimento, pelo nascimento ou pelo renascimento constante ao qual somos convidados continuadamente ! Coragem talvez seja a capacidade de se embrenhar nesta viagem; alegria talvez seja o estar em sintonia com o momento; fé talvez seja entender o grande processo. E assim copiar a borboleta...sempre enfrentando a dor da metamorfose para encontrar a beleza da vida fora do casulo. Sejamos nós, pessoas corajosas, capazes de diagnosticar quais são nossos casulos, em que momento devemos rompê-lo e mais...que possamos brindar com saudade o tempo passado e com esperança o tempo presente, sempre entendendo que a soma de tudo é o que podemos chamar de nosso!!!!!
Abraços,
Luciene







2 comentários:

  1. Que maravilhoso tia Lu!!

    Chegou a minha hora de romper o casulo, mas quer saber? Não estou com medo!! Vai ser maravilhoso, escolhi um companheiro formidável!

    Bjs Fê

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