E assim chega o tempo de
mudanças...
Sem avisar...
Sem preparar...
Simplesmente chega!
E você
se vê diante de um momento impossível de ignorar; aquele momento em que você
não tem mais como negar. Geralmente, este é um momento de dor; abandonar
coisas, mesmo que não sejam coisas tão boas é difícil, pois tudo que vivemos,
independente de ser bom, se torna parte de nós. Mas mudar faz parte...parte da
vida! Temos que nascer e renascer muitas vezes numa só existência. Ter
habilidade, percepção e aceitação pra isso é que é o desafio. Confrontamos com
o medo, a insegurança, o vazio da perda e inúmeros outros sentimentos muito
íntimos. Se recusamos o momento da metamorfose, temos então uma luta pesada.
Até mesmo porque, quando chega o momento, nada o detém. Querendo ou não
estaremos diante dela. Por isso, devemos entender a beleza do momento. “Metamorfosear”... é
permitir que novas cores sejam reveladas, que novo encanto nos encante.
É entender que nem sempre a segurança do casulo, daquilo que já está pronto e
no qual estamos totalmente adaptados, é o melhor que podemos ser ou ter. Sair do casulo, é se dar a chance de
experimentar o novo, de lidar com a vida! Novo momento, com novo olhar e com
novo lugar! Podemos e devemos experimentar. Mudança nem sempre significa
perda... mudança é inicialmente somente mudança. Tudo muda...pessoas, lugares,
pensamentos. O próprio mundo segue na trilha da evolução exatamente como as
almas que nele habitam. A evolução e a necessidade dela, é de ordem natural da
vida! Não temos como escapar; o máximo que conseguimos é adiar; e quando
adiamos muito, ela vem, a vida, com sua sabedoria e nos coloca em
movimento. Sabedoria talvez seja, se
encantar pelo movimento, pelo nascimento ou pelo renascimento constante ao qual
somos convidados continuadamente ! Coragem talvez seja a capacidade de se
embrenhar nesta viagem; alegria talvez seja o estar em sintonia com o momento;
fé talvez seja entender o grande processo. E assim copiar a borboleta...sempre
enfrentando a dor da metamorfose para encontrar a beleza da vida fora do
casulo. Sejamos nós, pessoas corajosas, capazes de diagnosticar quais são
nossos casulos, em que momento devemos rompê-lo e mais...que possamos brindar
com saudade o tempo passado e com esperança o tempo presente, sempre entendendo
que a soma de tudo é o que podemos chamar de nosso!!!!!
Abraços,
Luciene
Que maravilhoso tia Lu!!
ResponderExcluirChegou a minha hora de romper o casulo, mas quer saber? Não estou com medo!! Vai ser maravilhoso, escolhi um companheiro formidável!
Bjs Fê
Que texto maravilhoso, Luciene!!!!
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