quarta-feira, 11 de abril de 2012

Há vida na vida!








Eu posso me permitir sofrer, mas não posso me permitir morrer. Me reporta à morte, a sensação de impotência diante da vida.  Não. Isso eu não posso permitir. Acumular fatos, dores, sensações, pessoas, sentimentos, angústias e outros lixos mais da vida, e de repente ver que eles te engoliram num circulante furacão do medo. E ai se ver longe da vida...não exatamente morto, mas pior do que isso ; vivo e longe da vida. Nessa hora muitos “adeus” se fazem necessários. É a hora. Voltar para a roda viva da vida. Viver, sofrer, sorrir, amar, desejar, frustrar...
Já tive épocas de entender o adeus como fim... e desta maneira, posso dizer que o adeus é a coisa mais doída que existe. Traduzir num adeus toda a impossibilidade de existência, de continuidade, de vida. Mas  a negação do adeus também te coloca num estado vegetativo. É preciso dizer. E a vida, encantadoramente sábia como é,  nos oferece durante o caminhar, inúmeras possibilidades de reconstruir a dor do adeus. E são tantas as reconstruções que um dia o adeus deixa de ser dor. De maneira lenta, inebriante, sutil, e profunda, de repente você olha pro adeus e não o vê como dor. Sei lá porquê, ele toma forma de promessa, de recomeço, de novas possibilidades. Dizer adeus é dar chance ao recomeço, diz uma  escritora. Revitaliza a alma este entendimento... e se um dia, dizer adeus foi dor, hoje é amor...amor principalmente por mim mesma. Dizer adeus a tudo que não quero mais, a tudo que me fere, que me maltrata. Seja comentários, seja ingratidão, seja falsidades, seja velhas verdades. Dizer adeus me liberta, e é assim que quero viver...livre! mudar , nascer, e entender a famosa frase “a cada dia basta o s eu mal”. Quero também pensar “ a cada dia o seu bem”, pois é assim que é. E no viver, saber se deparar com o bem e com o mal, sem promessas ou intenção de amontoá-los na vida. Quero me ver livre do que me faz mal... mas quero me ver livre da preguiça de dizer adeus mesmo ao bem. Porque se é bem vai renascer novamente, no outro dia, com formato e energia nova. Então quero o meu bem renascido, diariamente...pronto para compor o rol de fatos da minha história. E a cada dia concluir, fechar ciclos, numa proposta de amanhecer a cada dia, certa de que, o que ontem me feriu, ficou no ontem, e somente permitirei que renasça,  aquilo que foi bom e  que poderá me fazer melhor.
 Abraço vivo , forte e renascido ,
Luciene


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