quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Liberdade, liberdade, te desejo ou te temo?



Você acha que o mundo é livre???
Que as pessoas são livres??? Você é livre??????? O que é afinal esta liberdade
que tanto desejamos? Queremos ser livres...mas será que já nos perguntamos
livres de quê? Jean-Paul Sartre  grande
filósofo existencialista nos traz que “o homem está condenado a ser livre”.
Contraditório ao sentimento da maioria da humanidade não? Porém, refletindo
vemos que nem tanto.  Liberdade para ele,
é a responsabilidade que temos obrigatoriamente de significar a nossa
existência.  A partir do momento que
existimos, temos o compromisso de dar significado à nossa existência. Parando
pra pensar sob este aspecto, será que não é, desta função, a de significar a
nossa existência , que muitas vezes o ser humano se cansa? É trabalhoso, e de
certa forma angustiante ser totalmente responsável pelo que somos. Não ter a
quem responsabilizar pelo que somos ou não conseguimos ser, gera angústia, e
não é com ela que a humanidade briga? Seres angustiados, numa busca incessante
por  ser, por realizar, por alcançar, por
existir. Popular a frase; ...”pára o mundo que eu quero descer”... porém
retrata de forma muito realista a sensação de muitas pessoas. A sensação  de que o mundo corre numa velocidade acima da
sua. Os homens estão sempre correndo atrás do EXISTIR. Isso te cansa??? Se a
resposta for sim, considere-se “normal”. Quando desejamos ser livres, será que
não é desta responsabilidade com o EXISTIR? Seria mais fácil se pudéssemos
delegar a outro esta responsabilidade? Talvez não! Por mais angustiante que
seja a consciência ( mesmo que inconsciente) da responsabilidade que temos
sobre nossa existência, maior ainda deve ser a alegria por poder determiná-la.
Sou aquilo que determino, que escolho, que busco. Se tudo está fora do lugar, e
se a vida não está satisfatória, tenho
então, neste entendimento, todo o potencial necessário para mudar. Basta
destravar aquilo que o medo e a insegurança travou. Aquelas “verdades” que
construímos ao longo da vida e que de verdade possuem pouco; depois de algum
tempo descobrimos que são argumentos frágeis , fundamentados no medo, na
insegurança, nossa e de outros que fazem parte de nossa existência.  Dar significado à minha existência é parte de
uma liberdade da qual não posso me furtar;
é isso que Sartre afirma quando diz que somos condenados a ser  livres.
"Condenado porque não se criou a si próprio; e, no entanto, livre,
porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer" (em O
existencialismo é um humanismo
, 1978, p. 9).
Nos construímos em cada ação do
dia a dia, por isso viver é tão delicado. O EXISTIR é sempre uma construção.
Uma construção sem fim.  Porém esta é uma
condição que nos traz o peso da responsabilidade, mas nos dá a maravilhosa  autonomia
moral  de ser aquilo que por
ventura viermos a decidir. Esta é a grande maravilha de existir... o poder, a
liberdade que temos de SER. A angústia é campainha que nos avisa a hora de
rever a vida, e neste olhar ela é benéfica.
O que eu sou ou o que deixei de ser, é resultado de minhas decisões,
então não posso culpar o mundo ou as pessoas que fazem parte dele. Eu decidi. E
se assim o é, então decido de novo e mudo meu tom. Dou outro colorido a minha
existência. Uso da autonomia moral , me apoio no meu desejo de ser e então me
faço. Simples assim??? Não...certamente que não! Porém possível. A angústia é
uma boa campainha, sinalizando que algo não vai bem, mas como toda campainha,
se for por demais demorada incomoda, ensurdece, desequilibra.  Crescer não é tarefa das mais fáceis, mas pode acreditar que á a MAIS BELA. Que hoje, eu e você possamos nos lançar na
vida, impregnar nossa existência de escolhas saudáveis, OLHAR E NOS ACHAR
NAQUILO QUE DECIDIMOS POR NÓS E QUE CHAMAMOS DE VIDA!


 Bom dia!

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