quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Passado, presente ou futuro...em qual época você está?


Em qual época da sua vida você permanece contatado?  Isso pode parecer uma pergunta  maluca, ou sem fundamento mas posso garantir que deveríamos nos fazer sempre este questionamento. Por muitas vezes o homem permanece sobrevivente de um passado, por muitas vezes pessoas somente existem no passado! Algo nem sempre consciente... as vezes por amor...as vezes por  dor...as vezes por saudade. Seja por qual motivo for, precisamos conhecer qual nossa relação com o passado; se temos ele como lembrança e parte de nossa estória, ou se somos ele. Por vezes também podemos estar num estágio intermediário; ou seja,  nossa vida não permanece  inteiramente no passado, mas temos alguma situação nele que nos mantêm preso.  Estas situações parecem cordas; nos mantêm atrelados a sentimentos  que já não podem ou não deveriam sustentar o presente. Impedem o fluir da vida e do crescimento espiritual.  E como saber se temos isso em nossas vidas? Talvez avaliando o quanto de justificativas buscamos nele para situações atuais. Se fazemos muita coisa agora porque lá atrás houve algo que ainda justifica; é necessário repensar em qual tempo estamos pautando nossa existência.  Conseguimos vivenciar nosso presente, ou determinamos nossa vida por experiências já vividas? Quanta complexidade paira em torno do existir! Temos o risco também de nos lançar num futuro imaginário, numa tentativa maluca de torná-lo real. E porque conceituá-la como uma tentativa maluca? Porque permanecer no campo do imaginário é uma atitude maluca. Criar um mundo de sonhos, e permanecer a espera de milagres, é uma atitude que se não for inicialmente insana, pode com muita facilidade nos tornar insanos. Precisamos aprender a estabelecer nossa existência, nas três esferas de tempo; passado, presente e futuro. Dar a cada tempo o seu espaço e o seu significado; ao passado o lugar de lembranças, ao futuro o lugar de sonhos; e ao presente a real possibilidade de existir. Paulo Freire, educador reconhecido pela sabedoria nas reflexões, nos diz: “ Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar a coragem, de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina.” Desengajar do passado e engajar com o futuro, na certeza plena de que a maior riqueza é o hoje. É hoje que posso me libertar do passado que aniquila e projetar um futuro que encanta. Entender definitivamente que rotina desencanta, mata, fere, machuca, minimiza. E fica a dica; não se atrele a nada que impeça seu vôo. Não se  detenha em  excessivas lembranças e nem se perca sonhando demais, simplesmente faça o bastante para que sua existência no hoje seja o ponto alto de amor!
“Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado.” Paulo Freire.

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